MACAÉ SEM FRONTEIRAS DEBATE SUSTENTABILIDADE EM CIDADES IMPACTADAS

Dr. Aluizio abriu o Seminário.

O seminário internacional Macaé Sem Fronteiras, que ocorreu no Hotel Glória Garden, neste sábado (1º), reuniu mais de 70 participantes para discutir propostas e modelos para o desenvolvimento de cidades sustentáveis. A Capital do Petróleo foi escolhida  para iniciar uma série de encontros Pos-Rio+20, na América Latina, especialmente, por apresentar sua condição geoestratégica associada a uma situação socioeconômica impar. O evento foi organizado pela Prima – Mata Atlântica e Sustentabilidade, com o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas).

Para debater temas como “Desenvolvimento Estratégico Local e Bioeconomia”, “Gestão do Conhecimento para Inclusão Social e Integração Regional”, e outros pertinentes à sustentabilidade, o seminário contou com a presença de pesquisadores internacionais de prestígio como o professor José Salvador Cárcamo e o Reitor Hugo Andrade, da Universidad Nacional de Moreno, Argentina e Claudio Sule, secretário executivo da Associação de Municípios Ciudad Sur, do Chile.

Além deles, figuras de expressão nacional como Vilmar Berna (Prêmio Global 500 da ONU para o Meio Ambiente); Fernando Guida, coordenador geral no Brasil do SIMAAS – Sistema de Integração de Municipios por o Ambiente + Associativismo e a Sustentabilidade  e ex-secretário de Meio Ambiente de Niterói; Adriana Mandarino, diretora do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e Álvaro Adolpho, coordenador do CONLESTE – Consórcio Intermunicipal da Região Leste Fluminense/RJ, também estiveram contribuindo nas discussões.

O primeiro a diagnosticar os princípios sócio ecológicos de sustentabilidade foi o professor de economia da Universidade de Buenos Aires, José Cárcamo, que falou sobre a questão do Desenvolvimento estratégico local e Bioeconomia, destacando o Brasil e a Argentina como os países mais sustentáveis do planeta. O painel teve como mediador, Dr. Aluízio Junior, médico, ambientalista e deputado federal/RJ.

– O processo de construção ambiental é a consolidação de uma postura. Macaé começa a se posicionar e ter uma sociedade mais madura nessa questão. Temos propostas para uma cidade sustentável que inclui saúde e saneamento básico com enfoque no planejamento e na sustentabilidade das políticas públicas, além do tratamento e destinação adequada do lixo – disse Dr. Aluizio, ressaltando a educação ambiental como um processo que a cidade deve viver.

O escritor e jornalista Vilmar Berna alertou que o progresso das cidades necessariamente não traz o desenvolvimento sustentável e que é preciso fomentar as boas práticas. Para ele a crise atual não é só ambiental, mas também moral, ética, de civilização ou espiritual. Ele apontou caminhos.

– É preciso sensibilizar e mobilizar a sociedade em direção ao mundo melhor, por isso, aqueles que se comunicam com o público precisam falar uma linguagem que seja percebida por todos. Os ecologistas, educadores ambientais, jornalistas e pessoas especializadas em meio ambiente, políticos e administradores públicos e privados precisam contribuir para o desenvolvimento sustentável – disse.

Berna foi mais além, dizendo que podemos não saber exatamente se os caminhos das novas tecnologias limpas, da economia verde e inclusiva irão afastar de nós um risco de um colapso ambiental global, mas, o que já sabemos é suficiente para nos motivar a mudar. Se continuarmos com o atual modelo predatório, injusto, manipulador das informações, poderemos estar acelerando nosso fim. “A boa notícia é que a mudança para a sustentabilidade já começou e, a má, é que ainda precisamos aumentar a velocidade. A mudança é o ponto de partida ou de chegada de um processo”.

O jornalista alertou os gestores públicos que o progresso deve ser inclusivo e ensinou que o passo a passo deve compartilhar responsabilidades. “Os futuros prefeitos devem ficar alertas quanto à captura do Estado pelos interesses privados, pois a corrupção é um problema seríssimo. Por isso, precisamos de um novo modelo de desenvolvimento mais sustentável”, completou.

Nos painéis “Gestão do conhecimento para inclusão social”, que teve a mediação do articulista Fernando Guida e “Associativismo territorial e integração regional”, com a intercessão do pesquisador Francisco Mariano, do Centro de Tecnologia  Mineral do Ministério das Minas e Energia (Cetem), os painelistas  Hugo Andrade (reitor); Adriana Mandarino, do Conama; Álvaro Adolpho, do CONLESTE e Claudio Sule, da Associação de Municípios Ciudad Sur/Chile, mostraram as experiências de suas pastas quanto ao desenvolvimento sustentável.

Experiências nacionais e internacionais

Como exemplo para o município de Macaé, o reitor Hugo mostrou que na cidade de Moreno, localizada a 35km de Buenos Aires, a Universidad Nacional traçou o plano de desenvolvimento socioeconômico e ambiental e hoje é responsável por assumir o recurso público destinado à área. O chileno Claudio Sule, por sua vez, explanou o tema “Da cidade autoconstruída ao país que queremos”.

Álvaro Adolpho do CONLESTE, disse que os consócios municipais são os caminhos para as regiões impactadas, como a do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), por exemplo, que possui programas sociais agravados e municípios com a malha urbana comprometida. “O consórcio elabora as políticas públicas como resposta aos problemas urbanos, planeja, adota, executa e promove a integração das ações desenvolvidas pelos órgãos governamentais e empresas consorciadas, destinadas ao desenvolvimento socioeconômico, recuperando e preservando o ambiente”, arrematou.

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Texto e foto de Lourdes Acosta

Jornalista profissional ambiental

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