ARTIGO A RESPEITO DA SUCESSÃO PRESIDENCIAL

Por Juliano Sebastian

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DESAFIOS DE DILMA 2013 – MUDANÇAS, ELEIÇÕES E ADVERSÁRIOS

A próxima eleição sempre começa no final de outra. Esta é a regra para muitos, mas não parece que foi para a presidenta Dilma. No ano em que as ações visando as eleições deveriam tomar a agenda, em vez disso crises políticas, esgotamento do espólio político herdado de Lula e os avanços táticos, habilidosos e disciplinados de outro projeto de ampla viabilidade eleitoral colocam em cheque a presidenta Dilma.

Em 2010 o Brasil era um país que vivia um conto de fadas com seu povo por resultados sociais significativos, que tinha uma classe média arrochada, mas que parecia entender o seu sacrifício, os exportadores não viviam tempos de “liberdade de mercado” de FHC mas vivem as benesses do mercado interno e desfrutam internacionalmente da segurança de um “Estado forte”, partidos conservadores e práticas conservadoras perdiam território, a agenda política conquistando mentes e corações e por aí vai.

Chegado 2013, o ano que o espírito positivo deveria tomar a pauta política é justamente quando se inverte. O PT perde a presidência da câmara e o PMDB volta a ter as duas presidências: câmara e senado. A sequência de ministros depostos pela falta de firmeza nos escândalos. As condenações da maioria dos envolvidos no mensalão. A derrubada do veto presidencial da Lei dos Royalties que lesa o Estado do Rio de Janeiro onde se decidiu a eleição da presidenta em 2010 e a entrega ao PSC e aos evangélicos da Comissão de Direitos Humanos que fora o mote estratégico da campanha de Dilma.

É preferível vencer o inimigo pela fome do que pelas armas. A vitória pelas armas depende muito mais da fortuna do que da virtude.

Somando-se a tudo isto o PSB, antigo fiel aliado programático que fora constrangido ao ser igualado aos partidos pragmáticos, desistiu de buscar crescer junto e independente. Agora está crescendo sozinho e aliado apenas às políticas comuns a agenda progressista que restaram ao governo do PT. O partido que foi o maior vitorioso nas capitais nas eleições municipais de 2012 acena com um projeto próprio em 2014 e com as bandeiras que o PT foi deixando para trás diante dos desafios de liderar uma coalizão por tanto tempo.

As concessões, mesmo em formatos diferentes das privatizações da “Era FHC”, ainda fazem parte do leque de ferramentas de diminuição pela incapacidade de administração e gestão do Estado, base do discurso “neoliberal” já ultrapassado em todo mundo e antes muito combatido pelo PT e os progressistas. Não se sabe o que mudou: o PT, os progressistas ou o neoliberalismo. Certo mesmo é que o PSB não mudou sua agenda progressista, não aceitou ser um partido de linha auxiliar e hoje tem tamanho suficiente para almejar uma disputa nacional.

O líder do PSB Eduardo Campos tem um bom ponto de partida com Pernambuco e o Nordeste. Pouco conhecido em nível nacional, mas onde o conhecem é bem avaliado. Resta agora estabelecer os limites para construir suas alianças de agora, de campanha e o cenário eleitoral ideal para seu melhor rendimento.

Ao PT resta Dilma avançar significativamente em algum tema que realmente faça a diferença na vida dos brasileiros. Os juros dos bancos foi um avanço, mas não tão sentido, a desoneração da cesta básica não é nenhuma novidade, redução tímida da tarifa de energia elétrica. O que mais marca este governo da Mãe do PAC são os pontos negativos como o país não ter avançado também em infraestrutura, pelas “privatizações”, por não ter tratado os pontos chaves, as áreas que precisam de desenvolvimento, que emperram crescimento econômico. Em campanha, o PT e Dilma vão precisar de muito mais do que uma postura defensiva que polarize mulheres no poder contra os “setores conservadores da sociedade”.

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Uma resposta para “ARTIGO A RESPEITO DA SUCESSÃO PRESIDENCIAL

  1. Ainda é muito cedo para avaliar o contexto em toda sua complexidade. Mas não resta dúvida que várias candidaturas estão se posicionando para 2014. Penso que será uma disputa bastante fragmentada, onde finalmente parece que vai valer um segundo turno importante para definir os rumos do país

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