Nota da Bancada do PV

“ENCHENTES EM ANGRA COMPROMETEM SEGURANÇA DA POPULAÇÃO QUANTO ÀS USINAS NUCLEARES”

Ontem, 24 de março, foi noticiado pela imprensa que as enchentes derrubaram a ponte que dá acesso ao bairro de Banqueta, no município de Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Consta que pelo menos 3 mil pessoas ficaram isoladas com o acidente. A imprensa também noticia que houve queda de barreiras na Rodovia Rio-Santos e o trânsito teve que ser interrompido.
O Partido Verde lamenta as vítimas dos temporais que assolam o estado do Rio de Janeiro, e vem, mais uma vez, alertar para a precariedade do plano de contingência estabelecido para o caso de acidentes nas usinas nucleares de Angra. Se este acidente que isolou os moradores do bairro de Banqueta coincidisse com um acidente mais grave em uma das usinas, teríamos uma tragédia imensurável. E, infelizmente, o quadro pode ser pior ainda caso a estrada que dá acesso ao município seja fechada, como já ocorreu outras vezes.
Esse quadro dantesco é possível porque o Plano de Contingência estabelecido para Angra dos Reis, como o PV já denunciou inúmeras vezes, é absurdamente precário e ineficaz. Não bastassem as limitações desse Plano de Contingência, na época das chuvas, Angra dos Reis é um alçapão. Existe sempre o risco de desabamentos de encostas e enchentes que isolam as comunidades – fato comum naquela área. Os terremotos na região não são tão comuns como no Japão da usina de Fukushima, mas os temporais e seus efeitos trágicos são parte da realidade local e podem gerar catástrofes nucleares.
Portanto, ao tempo em que alerta para a possibilidade dos temporais coincidirem com um acidente nuclear, o que poderia provocar uma tragédia bem maior, o Partido Verde reivindica uma revisão do Programa Nuclear Brasileiro. Também reivindica, urgentemente, que sejam adotadas medidas de segurança para a população local diante do risco que as usinas representam. Para tanto, se faz necessária a adoção de um Plano de Contingência que tenha como base a proteção de vidas humanas – o Plano que está em vigor precisa se adequar a este princípio humanitário. É o mínimo que o PV espera dos dirigentes do setor.

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