POSIÇÃO DA BANCADA VERDE QUANTO AO NOVO RELATÓRIO DO IPCC

A verdade preocupa, mas não surpreende

Aguardados com apreensão, os dados apontados no relatório do quinto Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgados nesta sexta-feira, 27, reafirmaram o que já se esperava: as projeções das catástrofes planetárias anunciadas no relatório anterior, há seis anos, em decorrência do aquecimento global.

As geleiras estão derretendo e, em 2100, algumas podem se extinguir; o nível dos oceanos está subindo e pode alcançar até 82 cm acima do atual até o final do século; os mares estão ficando mais ácidos; as secas serão mais frequentes e a temperatura deve aumentar até 4,5°C.

Também é de se esperar um aumento dos desastres ambientais, que apresentam relação direta com as mudanças climáticas. Muitos especialistas corroboram esse entendimento, em função da interferência direta no ciclo de ocorrências e na intensidade dos fenômenos, ou seja, as tragédias estão acontecendo com maior frequência e intensidade.

Temos assistido, alternativamente, secas em períodos normalmente chuvosos, além de inundações em função de precipitações descomunais em curtos espaços de tempo, a exemplo da seca na Amazônia e de inundações no nordeste.

O presente relatório evidencia que precisamos, com urgência, avançar no cumprimento da meta de redução de emissão dos gases responsáveis pelo efeito estufa, com políticas e ações voltadas ao combate ao desmatamento e às queimadas, e a opção por fontes limpas de energia.

Diante desse quadro sombrio, a bancada do Partido Verde entende que encontrar solução para a questão climática, é, de longe, o maior desafio colocado à comunidade internacional na atualidade.

As pretensões de crescimento econômico de nossa civilização criam uma situação de fragilidade ambiental, diante dos sucessivos alertas levantados pela comunidade científica mundial organizada no IPCC.
O Brasil também precisa alicerçar as ações voltadas à adaptação e mitigação das mudanças climáticas, que já influenciam os modos de produção e vida dos brasileiros.
O domínio sobre esta variável é importante para a formatação das políticas públicas de prevenção e combate a desastres naturais.

O parlamento brasileiro tem grande responsabilidade no enfrentamento do aquecimento global.

Infelizmente, estamos vivenciando pressões permanentes de setores do agronegócio que manobram para promover retrocessos em nossa legislação ambiental, como ocorreu com o Código Florestal e com a atual ameaça às Terras Indígenas, quilombolas e unidades de conservação representada pela PEC 215.

Assim, os parlamentos, os governos, a sociedade, o homem tem a responsabilidade para mitigar e tentar reverter esse quadro agravante.

O que fazemos hoje é determinante para que o ser humano possa ter um futuro no nosso planeta.

Dep. Sarney Filho
Líder da Bancada do PV
Câmara dos Deputados

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