Em Cuiabá, Eduardo Jorge defende a sustentabilidade no agronegócio

Sobre temas polêmicos, o candidato defende a legalização do aborto e a permanência do Estado laíco.

Em Cuiabá, Eduardo Jorge defende a sustentabilidade no agronegócio

Sem grande alarde o candidato a Presidência da República, Eduardo Jorge (PV), participou de ato político na capital neste sábado (20). No período manhã, o presidenciável foi recebido pelos correligionários e líderes do PV na Lagoa Encantada, no bairro CPA III. Em Cuiabá, ele ainda realizou caminhada no centro da cidade, percorrendo o percurso entre a Praça da República até a Praça Alencastro.

Levando a filosofia do partido, Eduardo fez o plantio de uma árvore, e disse ser possível aliar a produção do agronegócio com políticas públicas voltadas ao meio ambiente.

“Para o Partido Verde a atividade econômica mais importante é a agricultura. Seja na agricultura familiar, seja nos assentamentos de sem-terra, ou nos grandes negócios, nós temos que dialogar para que elas continuem existindo, mas que cada vez seja mais sustentável, respeitando a biodiversidade. É fazer a evolução em direção ao século XXI”, defendeu Eduardo.

O médico, sempre se envolve nos assuntos mais polêmicos do debate eleitoral, como a legalização da maconha e o aborto. Em Cuiabá, Eduardo defendeu a legalização do aborto, que anualmente mata cerca de 800 mil mulheres, com criação de políticas voltada as pessoas que acabam praticando este ato. As acolhendo no sistema único de saúde, e orientando sobre o planejamento familiar.

“Falo sobre essa lei machista, cruel, que classifica 800 mil mulheres brasileiras (por ano), como criminosas, é uma coisa medieval. O aborto é uma falha do planejamento familiar, e porque o sistema único de saúde ainda não avançou nesta oferta, como deveria, enquanto isso não acontece milhares de mulheres são empurradas para clínicas precárias, e muitas vezes morrem, ou ficam com sequelas físicas e psíquicas. Como é que a Presidente da República, ainda mais sendo mulher, pode ignorar essa realidade? O caminho para diminuir esse número de aborto, é expandir o planejamento familiar, orientar, principalmente os adolescentes do ensino médio, sobre a epidemia da gravidez precoce. Acolher no sistema publica de saúde e orientar”, afirmou o candidato.

Sobre a interferência da religião no questionamento da legalização do aborto, Eduardo defendeu a permanência do estado laico, onde a Igreja tem o direito de defender seus princípios, mas sem a intervenção na política.

Além de criticar a Presidente Dilma Rousseff (PT), o candidato alfinetou sua ex-partidária, Marina Silva (PSB). Segundo ele, a candidata ao defender o plebiscito sobre a legalização do aborto, lava as mãos, não se importando com as milhares de mulheres que morrem por conta deste problema.

“Hoje 73% da população se diz contra o aborto, dai o erro da Marina, de lavar as mão e entregar para o plebiscito, que se for feito agora, as mulheres continuarão sendo tratadas como criminosas”, afirmou Eduardo.

Popularidade na internet

Eduardo ganhou grande popularidade na internet, com pouco tempo na TV e no Rádio, o candidato se sobressai nos debates realizados nas grandes emissoras nacionais.

Além de se tornar um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, a forma irreverente de ‘enfrentar’ seus adversários são assuntos diários, principalmente entre os jovens. Eduardo se diz surpreso com o que vem ocorrido, já que não é adepto as tecnologias da rede.

“Não entendo nada de rede social, já que gosto mais de livros ‘físicos’. Lá em casa, fico consultando os meus meninos, querendo saber se estão falando bem ou mal de mim, na internet. Acredito que a juventude se interessa, por conta de certo desencanto com os políticos cheios de maquiagem, quem seguem os seus marqueteiros. Eu não estou nem ai para isso”, declarou, bem humorado, o presidenciável.

Segundo Turno

Com pouca expressividade nas pesquisas eleitorais, Eduardo Jorge acredita no segundo turno entre as candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva, mas não declara quem apoiará. Para ele, os partidos das duas concorrentes são da mesma “família”, em que não estão preocupados com a questão do meio ambiente. Mesmo assim, ele defende o voto no PV no primeiro turno.

“É importante votar no PV, para termos força para influenciar no segundo turno. Muitos têm simpatia por mim, mas não votam por medo de outro ganhar. Deixem para votar no ‘menos pior’, no segundo turno. Agora é o momento de votar com a cabeça e com o coração”, finalizou Eduardo.

 

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